Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS): como podemos alcançá-los?

Imprimir E-mail

Em 2015, a ONU lançou um plano de ação composto por 17 Objetivos e 169 metas com a finalidade de orientar os governos nacionais na construção de políticas públicas voltadas para o alcance do desenvolvimento sustentável, daí serem conhecidos como Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS). Desde o lançamento, eles vêm despertando grande atenção no Brasil. Inúmeras organizações se dedicam a esta agenda, empresas se empenham em demonstrar como suas ações estão alinhadas aos ODS. No entanto, os resultados obtidos ainda são pífios e a tendência pós-pandemia é de resultados mais negativos ainda. O que podemos fazer para alcançá-los mais rapidamente?

Na minha modesta opinião, nós precisamos recordar das boas práticas gerenciais utilizadas corriqueiramente nas empresas e trazê-las para o setor público. A agenda ODS foi estabelecida em uma negociação internacional tentando abarcar a realidade de todos os países envolvidos. Como resultado deste tipo de negociação, ela é um sucesso. No entanto, para se tornar implementável em um país tão diverso como o Brasil é preciso dar mais um passo que consiste em traduzir as metas globais em metas específicas para cada localidade brasileira. É preciso realizar o clássico trabalho de desdobramento de metas.

Desdobramento dos ODS para cada município no Brasil

O Governo já fez parte do trabalho ao definir quais são os indicadores dos ODS no Brasil e disponibilizá-los (Indicadores ODS Brasil). O trabalho de definição destes indicadores está ilustrado na figura baixo.

Figura 1: Definição dos indicadores para os ODS (fonte: Agenda 2030)
Figura 1: Definição dos indicadores para os ODS (fonte: Agenda 2030)

Agora ainda é preciso complementar o trabalho. A Comissão Nacional para os ODS deve estabelecer as metas nacionais para cada indicador definido. Em seguida, os Estados devem escolher quais são seus ODS prioritárias e definir suas metas estaduais para 2030 e metas anuais até 2030. O mesmo passo deve ser seguido pelos municípios. Definir seus objetivos prioritários, os indicadores pertinentes e as suas metas para cada indicador.

 

Figura 2: Exemplo de desdobramento de metas para cada indicador dos ODS.
Figura 2: Exemplo de desdobramento de metas para cada indicador dos ODS.

Deste modo, com metas quantitativas desdobradas para cada realidade local brasileira ficará fácil para os diversos atores sociais se engajarem e demonstrarem para quais metas eles estão colaborando. Ficará fácil também medir se os trabalhos implementados estão se traduzindo em alcance das metas para os indicadores priorizados. Caso os trabalhos realizados não estejam sendo traduzidos no alcance das metas será possível realizar ações corretivas para aumentar o impacto sobre as elas. Já não basta as empresas apenas demonstrarem o alinhamento de suas atividades com a Agenda 2030, elas precisarão demonstrar, quantitativamente, quanto das metas, em indicadores prioritários, se devem ao seu trabalho.

Na Plataforma Integrada de Apoio à Gestão Ambiental Municipal (PIAGAM), que está em fase final de desenvolvimento, temos um módulo que permite ao município definir os ODS prioritários e desdobrar as metas locais para estes ODS. Além de monitorar o alcance das metas locais planejadas, a plataforma permite o alinhamento de todos os planos socioambientais municipais as metas planejadas.

Em resumo, só com o desdobramento, para as realidades locais brasileiras, das metas planejadas para cada indicador definido pela Comissão Nacional para os ODS e a elaboração de planos ação municipais para o alcance destas metas é que, de fato, conseguiremos avançar em direção ao cumprimento dessa importante agenda internacional.



© 2019 | RA Consultoria - Consultoria e Treinamento de Gestão Ambiental.

Desenvolvido por Bn Design

Pressione enter para pesquisar
Pressione enter para pesquisar